segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Polo aquático

Ele morava em frente ao Sesi da Vila Leopoldina. Era de manhãzinha, o termômetro marcava catorze graus, estava frio. Da janela do quarto era possível ver o treino da equipe de pólo aquático. Piscina descoberta, não aquecida. Deve ser um sofrimento pular na água com aquela temperatura. Bola para lá, bola para cá, nadar, nadar e nadar. Dava para ver o esforço que eles faziam, dureza mesmo. No seu quarto, ele estava de blusa quentinha em frente ao computador após tomar o café da manhã às nove. Mais um dia começando. Trabalhava em uma grande empresa, esquema de home office, conexão banda larga e reuniões pelo telefone. Era o maior conforto. Além disso, ganhava um bom salário e era reconhecido. Tudo o que um trabalhador poderia querer. Mas ai que vontade de ser jogador de pólo aquático.

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